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Cultura Gastronômica

ADEGA FLOR DE COIMBRA

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A adega mais antiga da Lapa foi inaugurada pelo português José Lourenço em 1938, inicialmente como uma mercearia, onde eram vendidos bons vinhos e os tradicionais secos e molhados. Com o movimento aumentando, sua esposa, D. Maria, passou a fazer bolinhos de bacalhau e sopas bem temperadas, atraindo ainda mais a clientela, que se sentava sem cerimônia sobre os barris, fazendo surgir a fama da casa.

“Seu” José era um sujeito simples que sempre fez questão de manter a moral e os bons costumes. Logo tratou de colocar, na Adega, um quadro com os dizeres: “Nos desculpem os casais, pois aqui são proibidos os beijos ousados”. E se alguém desrespeitasse essa ‘lei’ era convidado a se retirar e nem precisava pagar a conta. Uma maneira que usou para controlar os mais afoitos foi colocar um enorme espelho no alto de uma das paredes, de onde podia ver, através do reflexo, o movimento dos que subiam para o mezanino. Outra atitude típica do português era jogar água nos pés dos clientes boêmios, que se plantavam na adega até altas horas. Religiosamente nos meses de janeiro a março tirava férias e fechava a adega, mas os clientes eram avisados da data de fechamento e abertura, através de uma tabuleta na porta de entrada.

A administração da Adega Flor de Coimbra continua familiar e, a partir da década de 80, passou a ser comandada pelo seu sobrinho João Batista. Os beijos já não são proibidos, porém uma plaquinha mais moderna substitui a antiga. O espelho permanece no mesmo lugar e já foi motivo de revelação de segredos. A casa abre até bem tarde e se der a hora de fechar e alguém insistir, é só dar um toque e pronto.

O carro chefe da casa, os deliciosos bolinhos de bacalhau, são feitos até hoje com a receita original da D. Maria. Os pratos do variado menu são bem servidos para duas pessoas e destacam-se o Bacalhau à moda da casa, o Cabrito marinado ao vinho tinto e a Feijoada portuguesa — feita com feijão manteiga e carnes nobres, agradando em cheio os ecléticos frequentadores.

A carta de vinhos é outro atrativo, com mais de 30 rótulos de várias procedências. Mas o que faz sucesso mesmo é o vinho da casa, o Pérola Gaúcha, produzido em uma vinícola no sul do Brasil exclusivamente para a adega. É vendido em taça, caneca, garrafas grandes ou pequenas, ideais para acompanhar a refeição, sem pesar no bolso. Na década de 60 estas garrafinhas eram muito vendidas para os estudantes. Hoje muitos voltam, já como empresários, para lembrar os tempos de juventude ou para apresentar o local aos próprios filhos. A casa mantém o mesmo ambiente simples e acolhedor, com os quadros do artista Selarón, um enorme painel de Nilton Bravo — só sobrou este e mais dois no Rio —  e muitos quadros de Guta ilustrando a evolução de cenários cariocas, como a Praça XV, praticamente sem nenhuma habitação, mostrando que o saudosismo sempre será um dos grandes temperos da casa.

11h30 até o último cliente - 2ª a sábado

Preços variados

Todas as idades

Carro, Metrô (Estação Cinelândia), Ônibus

79 - E7

Informações:

Rua Teotônio Regadas, 34 (Lapa) – Centro
(21) 2224-9138 / (21) 2224-4582

Facebook: Adega Flor de Coimbra
Site: http://www.adegaflordecoimbra.com.br
E-mail: adegaflordecoimbra@oi.com.br