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Centros de Educação e Cultura

ALVORADA DE SÃO JORGE

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Em louvor ao Santo Guerreiro, a festa do dia 23 de abril começa bem cedo, com alvorada de fogos às 5h e a participação da Banda da Polícia Militar do Rio de Janeiro. É feriado na Cidade e as festividades ocorrem durante todo o dia, com missas às 5h, 15h, 18h e 20h. Barraquinhas ao redor da igreja, que fica na Rua da Alfândega, espalham-se pelas proximidades, servindo bebidas, acarajés, queijo de coalho, carne de sol e outros petiscos. Milhares de fiéis se aglomeram na região do Campo de Santana lotando a igreja para ouvir os cânticos e assistir às missas, pedindo proteção ao Santo.

Criada desde a Idade Média, a devoção a São Jorge logo se espalhou pelos domínios ultramarinos portugueses. Irmandades foram criadas e a fé no Santo tem crescido muito no Rio de Janeiro. O povo se identifica com aquele que tem a espada, acreditando que os pedidos feitos serão atendidos por ele, que matou o dragão da maldade. Pagadores de promessas, policiais e populares são seus devotos e lotam suas igrejas no Campo de Santana, no Centro, e em Quintino, no subúrbio carioca.

No Rio de Janeiro, com o grande afluxo de escravos nos séculos XVIII e XIX, as irmandades de São Jorge eram democráticas e frequentadas por pessoas brancas, negros forros e escravos. No sincretismo religioso, São Jorge foi identificado como Ogum, o orixá ferreiro, senhor do fogo. O santo é tão popular que está incorporado ao modo de vida carioca: na música, nas preces, nas religiões católicas, naquelas de cunho africana e espíritas, nas escolas de samba e na comida.